GEOPALM no ptBIM 2026: da realidade ao gémeo digital
Entre 17 e 19 de junho, a FEUP recebeu o 6.º Congresso Português de BIM. A GEOPALM esteve presente como patrocinador Platinum do ptBIM 2026, e o nosso CEO, Gustavo Palma, subiu ao palco com o tema que resume o nosso trabalho de todos os dias: da realidade ao gémeo digital.
Este artigo recupera o essencial dessa intervenção. Para quem esteve na sala, é uma forma de rever com calma. Para quem não esteve, é o ponto de partida certo para perceber o papel da geomática na construção do BIM e dos gémeos digitais.
Quem entrega a realidade rigorosa
A GEOPALM não é um gabinete de projeto. Somos quem entrega aos projetistas o levantamento rigoroso do existente, já modelado em BIM, para que possam projetar sobre dados certos. Parece um detalhe, mas é tudo: um bom projeto que assenta num levantamento errado é um bom projeto errado.
Hoje operamos a partir de quatro escritórios em Portugal, em Coimbra, Lisboa, Porto e Olhão, com atividade em dois continentes e doze países. Entre 15 e 20 por cento do nosso volume de negócios é internacional, e é dessa exigência que trazemos o nível de planeamento e rigor que aplicamos aos projetos cá dentro. Somos membros da buildingSMART Portugal, temos alvará da Direção-Geral do Território e certificações de entidades como o Instituto Hidrográfico, o ICES no Reino Unido e a Ordem dos Engenheiros.
Na prática, o que fazemos cabe em três verbos. Captar: laser scanning, topografia, drone, cartografia e batimetria. Modelar: transformar essa captura em BIM, modelos 3D e gémeos digitais. Gerir: cadastro, sistemas de informação geográfica, monitorização e metrologia.
O que é, afinal, um gémeo digital
Foi a pergunta central da intervenção no ptBIM. Um gémeo digital é uma réplica virtual de um ativo físico, um edifício ou uma infraestrutura, alimentada por dados ao longo do tempo. A expressão que importa é “ao longo do tempo”: é isso que permite monitorizar, analisar e simular o que acontece no ativo real.
E é aqui que arrumámos o mal-entendido mais caro do setor: BIM não é gémeo digital. O BIM é uma réplica estruturada do ativo num dado momento. É estático e serve de base para coordenação, simulação e documentação. O gémeo digital é uma réplica viva, que se atualiza com dados reais, liga sensores e contexto e permite antecipar cenários. Não competem: o gémeo digital assenta no BIM. Confundir os dois gera expectativas erradas e orçamentos que não fecham.
Em palco desfizemos ainda quatro mitos que continuam a circular: não é só um modelo 3D bonito, não faz sentido apenas em grandes obras, não substitui o BIM e não é plug-and-play. Todos os quatro têm o mesmo erro de base: subestimar a captura rigorosa do existente.
E porque nem todos os gémeos digitais são iguais, apresentámos os quatro níveis de maturidade, do informativo ao autónomo. Seja qual for o nível, a fundação é sempre a mesma: um levantamento rigoroso e fiável do que existe. É aí que a GEOPALM é referência.
Da teoria ao terreno
Teoria q.b. O que levámos ao ptBIM foram sobretudo projetos reais, com uma mesma exigência do princípio ao fim.
Na Altice Arena, um dos maiores recintos do país, o desafio era capturar a geometria real de um edifício de grande escala em pleno funcionamento. A resposta foi laser scanning de alta densidade, convertido num modelo BIM fiel ao construído.
Numa ETAR, com bombas e tubagens sobrepostas num ambiente industrial denso, nenhum desenho antigo descrevia a realidade. Documentámos tudo com laser scanning e Scan-to-BIM, num único modelo coordenado, base ideal para manutenção e ponto de partida natural para um gémeo digital operacional.
E no Mosteiro de Alcobaça, classificado pela UNESCO, mostrámos a captura vista de cima: um voo de drone planeado capta centenas de imagens sobrepostas, e o processamento fotogramétrico transforma-as numa réplica tridimensional precisa do conjunto, com ortofoto e medições fiáveis sobre grandes áreas.
Muda o edifício, não muda o método nem a exigência.
2030 no horizonte
Há uma data que orienta o setor: 2030, quando o BIM passa a ser exigido no âmbito do RJUE. Não é uma ameaça, é uma direção. E a preparação começa onde sempre começou, na qualidade do que está documentado sobre o existente. Quem tratar dessa base agora chega a 2030 preparado. A GEOPALM já trabalha assim hoje, em lógica openBIM e IFC, para garantir interoperabilidade com qualquer ferramenta de projeto.
A mensagem que fica
Os gémeos digitais não começam no software. Começam no terreno, com um levantamento rigoroso do existente. Sem essa base, não há gémeo digital: há só um modelo bonito.
Quem projeta, projeta sobre dados certos. Se o seu próximo projeto precisa dessa base, fale connosco em geopalm-consulting.com.
